Trends do Instagram: Devo ou não entrar?

Trends do Instagram, entrar ou não entrar? Esse questionamento é válido e muito coerente. Mas na realidade, o que você deveria se perguntar é: Essa trend vai me gerar um engajamento positivo e alinhado princípios e valores da minha marca?

Estruturar um planejamento de mídia e marca é muito mais do que gerar likes e comentários. Quando falamos sobre branding falamos sobre um processo estratégico de construção, gestão e posicionamento de uma marca no mercado. Uma marca vai muito além de um logotipo bonito ou um nome criativo, trata-se de como a empresa é percebida pelas pessoas, o que ela representa e como se diferencia da concorrência. Em outras palavras, branding é a prática de tornar o posicionamento de marca visível, coerente e memorável.

Uma marca que quer estabelecer um branding autêntico, sustentável a longo prazo e em conformidade com os próprios valores deve ter plena consciência de marketing na hora de decidir se deve entrar ou não em uma trend. Neste artigo, vamos mostrar quando vale a pena entrar nas trends do Instagram, os riscos de seguir modinhas sem estratégia e como adaptar uma trend ao seu posicionamento de marca.

O que são as trends do Instagram?

As trends (ou tendências) do Instagram são formatos, áudios, filtros ou tipos de conteúdo que estão em alta na plataforma por um período. São facilmente detectados em:

  • Áudios virais com dublagens;
  • Dancinhas e desafios;
  • Formatos de carrossel ou reels com “templates” que viralizaram;
  • Memes e piadas do momento.

Como surgiram as trends da internet?

As trends, ou tendências digitais, surgiram da evolução do comportamento coletivo dos consumidores na internet. Elas não nasceram em uma única plataforma como uma nascente de rio, na verdade, foram moldadas pela forma como as pessoas consomem, replicam e remixam conteúdos em massa. E neste contexto, podemos falar sobre cultura de massa e comportamento do consumidor, mas isso é assunto para outra hora.

No início, revistas e programas de TV lançavam tendências de forma vertical, ou seja, apenas os grandes veículos ditavam o que estava “na moda”. Com a chegada de blogs, fóruns e, principalmente, YouTube, esse processo se descentralizou e começou a colocar um poder de influência de pessoas “comuns” em cima de outras pessoas “comuns”.

Foi desse movimento, que teve o pontapé inicial nos anos 2000 que a profissão de influencers existem hoje em dia. E aliás, o que hoje é considerado influencer, nos anos 2010 eram os famosos YouTubers que ocupavam esse espaço. Com a evolução das redes socias e da relação com o consumo em massa, o próprio público consumidor passou a ser também criador de tendências, dando origem aos desafios virais, memes, áudios e comportamentos replicáveis que conhecemos hoje.

Ou seja: as trends da internet são resultado da democratização do conteúdo e da velocidade de compartilhamento em redes sociais. Diferente de antigamente, hoje ela não vêm de cima pra baixo, elas surgem de qualquer lugar e ganham força com engajamento coletivo.

E realmente, elas geram muito alcance, mas atenção: nem toda trend é boa para a sua empresa.

Como saber se vale a pena seguir trends do Instagram?

Antes de tomar ações precipitadas que podem custar a reputação da sua marca, leve em consideração 3 pontos de atenção:

1. Essa trend transmite o que minha marca acredita?

Toda ação nas redes comunica algo, e se a trend em questão reforça o seu posicionamento, tom de voz e os valores do seu branding, ela pode ser uma boa oportunidade. Se não tem nada a ver com sua essência — ou pior, contradiz sua identidade —, o efeito pode ser o oposto: ruído, perda de autoridade e reputação ou até rejeição.

Por exemplo: Um MEI do ramo jurídico, que se posiciona como uma autoridade séria, entrando em trends com dancinhas ou memes genéricos pode confundir (ou afastar) o público. E neste caso, trends cômicas como essa só funcionariam para um prestador de serviços que adota o humor como tom de voz.

Vale ressaltar que a profissão em que você atua não interfere no tom de voz escolhido, inclusive existem vários profissionais de áreas consideradas “chatas” ou “sérias” que utilizaram do humor para conquistar seu público e hoje em dia adotam trends como parte da sua comunicação e tom de voz, ou até mesmo lançam trends aos seus seguidores.

Aqui estão alguns perfis que fazem um bom uso dessa estratégia, para você se inspirar e compreender melhor na prática!

  • Mari Kruger – Bióloga, cientista e utiliza do humor para combater noticias falsas sobre ciência e produtos vendidos como “milagrosos”, mas que na verdade são apenas efeito placebo.
  • Cátia Damasceno Fisioterapeuta, especializada em saúde perinatal e sexóloga, utiliza do humor e de sátiras para falar sobre assuntos considerados “tabu”, como a sexualidade.
  • Nathany Rodrigues – Advogada que utiliza do do tom cômico e irônico para educar seus seguidores quanto aos assuntos jurídicos, principalmente relacionados a casamentos e direito das mulheres.
  • Ricardo Kores – Infectologista, abraçou o tom de voz humorístico para educar seus seguidores quanto a saúde e higiene pessoal.

Nestes exemplos podemos ver 4 profissionais que abraçaram um tom de voz cômico, que permite o uso de trends sem que afetem seu posicionamento ou reputação. Se um Presidente da República entrasse em trends, por exemplo, já não seria adequado, muito menos benéfico para seu posicionamento político.

2. O meu público consome esse tipo de conteúdo?

Por vezes, conteúdos virais fazem sentido, mas em algumas situações pode ser que o seu público não compreenda uma ou outra trend. De maneira geral, aqui o que vale é conhecer o comportamento de consumo do seu público, bem como gostos pessoais em massa e compreender se aquela trend realmente faz sentido, ou se só irá atrair um público que não irá agregar no seu perfil.

3. Consigo adaptar a trend para minha realidade e produto?

No final, não adianta copiar uma trend só porque está “bombando”. O ideal é adaptá-la com criatividade, conectando com o que você vende, como você vende e para quem você vende, nada de adotar trends que não fazem sentido para o seu consumidor final. O risco de parecer forçado ou artificial é alto — e, para pequenas marcas, credibilidade e reputação valem bem mais que hype e engajamento barato.

Como usar trends sem perder autenticidade

A chave é não copiar. É reinterpretar. Siga este passo a passo:

  1. Entenda a trend – Qual a ideia por trás?
  2. Adapte ao seu universo – Como isso se conecta com o seu cliente?
  3. Mantenha o seu tom de voz – Não force humor se sua marca é mais séria.
  4. Traga valor real – Mesmo com leveza, o conteúdo precisa ensinar, entreter ou gerar identificação.

Quer ajuda para adaptar tendências ao seu negócio sem parecer forçado?

Fale com a Agência Be Safe e comece a trabalhar o posicionamento da sua marca e comunicação. Nós planejamentos toda a estratégia comunicacional, seja no Instagram, TikTok, YouTube ou outro ponto de contato com seus clientes!

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Alycia Zhu

Autora do artigo.

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